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      H2OPTIM.AI investe 1,3 milhões de euros para aplicar inteligência artificial ao tratamento de água do Douro

      · Atualidade

      O H2OPTIM.AI, projeto de inovação tecnológica dedicado à gestão e tratamento de água, entrou numa nova fase de desenvolvimento com o início da recolha de dados e amostras no rio Douro. A iniciativa representa um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros e pretende utilizar inteligência artificial para antecipar alterações na qualidade da água e melhorar a eficiência dos processos de tratamento.

      Desenvolvido pela Águas do Douro e Paiva, SGS Portugal e DataCoLAB, o projeto arrancou em abril de 2026 e tem conclusão prevista para 2029, contando com cofinanciamento do programa NORTE 2030.

      Inteligência artificial para antecipar alterações na qualidade da água

      O H2OPTIM.AI combina dados históricos, informação operacional e amostras recolhidas diretamente no terreno para desenvolver modelos de inteligência artificial capazes de identificar padrões e prever alterações na qualidade da água.

      O projeto centra-se em dois pontos estratégicos do rio Douro, Abelhal e Lever, procurando compreender os fatores que podem influenciar o tratamento realizado na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Lever.

      O objetivo é passar de uma abordagem predominantemente reativa para uma gestão mais preditiva, permitindo antecipar possíveis alterações nas características da água captada.

      Numa fase posterior, os modelos deverão apoiar a tomada de decisões operacionais e recomendar ajustes aos processos de tratamento, tendo em conta as condições previstas.

      Recolha de amostras no Douro decorrerá durante um ano

      A nova etapa do projeto inclui a recolha sistemática de amostras nos dois pontos de monitorização, uma atividade que decorrerá ao longo de um ano.

      As equipas já realizaram diversas colheitas de sedimentos nas margens do rio Douro, permitindo caracterizar os solos adjacentes, identificar microrganismos e detetar possíveis acumulações de poluentes.

      Esta informação complementa os dados obtidos através das amostras de água, contribuindo para uma avaliação mais abrangente da qualidade ambiental do rio.

      Paralelamente, o consórcio continua a organizar e analisar informação histórica sobre a qualidade da água captada e os processos de tratamento utilizados na ETA de Lever.

      A integração destes diferentes conjuntos de dados permitirá criar uma base de conhecimento mais completa para desenvolver e validar os modelos de inteligência artificial.

      Águas do Douro e Paiva, SGS Portugal e DataCoLAB lideram desenvolvimento

      O projeto reúne três entidades com competências complementares na gestão de água, análise laboratorial e tecnologias digitais.

      A Águas do Douro e Paiva contribui com o conhecimento operacional dos sistemas de abastecimento e tratamento de água, enquanto a SGS Portugal participa nas atividades técnicas relacionadas com a caracterização e análise das amostras.

      O DataCoLAB integra o consórcio com competências na área dos dados e da inteligência artificial, essenciais para o desenvolvimento dos modelos preditivos.

      Desde o arranque oficial, as equipas têm trabalhado na definição da abordagem técnica, identificação das fontes de informação disponíveis e preparação das atividades de monitorização.

      Projeto procura responder aos desafios das alterações climáticas

      A crescente variabilidade das condições ambientais representa um desafio para os sistemas de tratamento de água, particularmente perante fenómenos associados às alterações climáticas e às atividades humanas.

      Neste contexto, o H2OPTIM.AI pretende melhorar a capacidade de antecipação das entidades responsáveis pelo abastecimento, permitindo identificar alterações na qualidade da água antes de estas afetarem os processos operacionais.

      A utilização de inteligência artificial poderá também contribuir para uma gestão mais eficiente dos recursos, através de decisões fundamentadas em dados históricos e informação atualizada.

      Com desenvolvimento previsto até 2029, o projeto procura demonstrar como a integração de tecnologias digitais pode apoiar a modernização do setor da água em Portugal, reforçando a eficiência e a capacidade de resposta dos sistemas de tratamento.

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