A inteligência artificial continua a dominar estratégias empresariais, investimentos tecnológicos e roadmaps de inovação. Mas existe um problema que começa a tornar-se evidente: muitas empresas conseguem testar IA, mas poucas conseguem realmente colocá-la a funcionar em produção.
É precisamente este fosso entre experimentação e execução que a Intellias quer resolver com o novo Pragmatic AI Playbook, uma abordagem desenhada para ajudar organizações a transformar provas de conceito em operações reais, escaláveis e orientadas para resultados.
A maioria das POCs de IA nunca chega ao mundo real
Segundo dados partilhados pela empresa, apenas cerca de 40% das provas de conceito de IA chegam efetivamente à produção.
O fenómeno já é visível em vários setores. Empresas investem em pilotos, exploram ferramentas generativas e criam demonstrações internas, mas acabam bloqueadas quando chega o momento de integrar IA em operações críticas, sistemas complexos ou processos regulados.
O problema raramente está na tecnologia em si. Está na capacidade de execução, integração e escalabilidade.
É por isso que a conversa sobre IA está a mudar. O mercado já não quer apenas experimentar. Quer resultados concretos.
A nova prioridade é operacionalizar IA
A abordagem da Intellias centra-se em aplicar IA diretamente na engenharia de software e nas operações de TI para acelerar desenvolvimento, reduzir custos e aumentar eficiência operacional.
Na prática, isto significa usar IA não apenas como funcionalidade final, mas como parte ativa do próprio processo de construção tecnológica.
A empresa destaca vários casos em que conseguiu reduzir custos operacionais até 70%, acelerar time-to-market e reconstruir plataformas complexas em semanas em vez de meses.
Um dos exemplos apresentados envolve uma organização de saúde que dependia de software licenciado de terceiros. Em vez de um ciclo tradicional de reconstrução de 12 a 18 meses, a Intellias utilizou IA para acelerar arquitetura, desenvolvimento e geração de funcionalidades, reduzindo significativamente o investimento necessário.
A IA está a mudar a forma como software é desenvolvido
Um dos sinais mais importantes desta tendência é que a IA está a deixar de ser apenas uma camada adicional sobre sistemas existentes. Está a alterar a própria lógica de desenvolvimento tecnológico.
Segundo a Intellias, áreas como engenharia de produto, modernização de aplicações legacy e operações de TI serão profundamente transformadas por automação inteligente e agentes autónomos.
Isto inclui desde geração automática de interfaces até monitorização operacional, resposta a incidentes e otimização contínua de sistemas.
A consequência é clara: empresas que conseguirem integrar IA diretamente nos seus processos tecnológicos terão vantagens significativas em velocidade, eficiência e capacidade de inovação.
A próxima fase da IA será menos experimental
O mercado parece estar a entrar numa nova etapa. Depois da fase de entusiasmo e experimentação, começa a surgir pressão por retorno real do investimento.
A IA já não será avaliada apenas pela capacidade de gerar conteúdo ou automatizar tarefas simples. Será avaliada pela capacidade de transformar operações, acelerar negócio e criar vantagem competitiva sustentável.
E isso exige muito mais do que tecnologia. Exige execução.
