A transformação tecnológica está a criar novos desafios para o setor jurídico, especialmente em áreas como a saúde, a propriedade intelectual e a regulação da inovação. Para responder a esta evolução, a NLP e a NOVA School of Law estabeleceram um protocolo de cooperação que pretende reforçar a ligação entre o ensino superior e a prática profissional.
A parceria prevê o desenvolvimento de seminários, workshops, iniciativas conjuntas de recrutamento e a participação de profissionais da NLP na atividade letiva da faculdade.
Academia e mercado procuram maior proximidade
Nos últimos anos, a evolução da biotecnologia, da inteligência artificial aplicada à saúde e da inovação farmacêutica aumentou significativamente a necessidade de profissionais capazes de compreender simultaneamente os aspetos jurídicos, científicos e tecnológicos.
É neste contexto que surge o protocolo entre a NLP e a NOVA School of Law, procurando aproximar estudantes das realidades enfrentadas diariamente pelas empresas e organizações do setor.
Além da realização de iniciativas conjuntas, a colaboração permitirá divulgar oportunidades de estágio e recrutamento junto da comunidade académica.
Inovação na saúde ganha espaço no ensino jurídico
Um dos principais destaques da parceria é a participação de Joana Piriquito Santos, Managing Partner da NLP, como Professora Convidada da NOVA School of Law.
Farmacêutica e advogada, Joana Piriquito Santos irá partilhar a sua experiência em áreas como inovação na saúde, assuntos regulatórios e propriedade intelectual.
A colaboração assume especial importância na nova Especialização em Direito Empresarial e da Saúde, integrada no Mestrado em Direito da NOVA School of Law.
Entre os temas abordados estará o Direito Farmacêutico, incluindo questões relacionadas com a regulação da indústria farmacêutica e a proteção da propriedade intelectual aplicada ao setor da saúde.

Novos desafios exigem competências multidisciplinares
Segundo Joana Piriquito Santos, a parceria pretende contribuir para a formação de profissionais preparados para enfrentar os desafios colocados por um mundo em rápida transformação, combinando conhecimento jurídico com diálogo entre diferentes áreas científicas e tecnológicas.
A crescente digitalização dos serviços de saúde, o desenvolvimento de novos medicamentos, a utilização de inteligência artificial e a evolução da regulamentação europeia tornam cada vez mais importante a formação de especialistas capazes de interpretar estes novos contextos.
Formação acompanha a evolução do setor
As candidaturas para a nova fase da Especialização em Direito Empresarial e da Saúde decorrem entre 18 e 23 de agosto de 2026, sendo também possível frequentar a unidade curricular de Direito Farmacêutico de forma autónoma, através do regime de unidades curriculares isoladas.
Mais do que uma parceria institucional, esta iniciativa demonstra como universidades e empresas procuram trabalhar em conjunto para preparar profissionais capazes de responder aos desafios jurídicos que acompanham a inovação tecnológica e científica.
Num contexto em que saúde, tecnologia e direito estão cada vez mais interligados, aproximações deste género assumem um papel relevante na formação das novas gerações de especialistas.
