A interseção entre direito, tecnologia, inovação e regulação está a ganhar cada vez mais peso no mercado. E a mais recente movimentação da MFA Legal & Tech mostra bem essa tendência. A sociedade anunciou a integração de Patrícia Paias como sócia, numa entrada que reforça a sua área de tecnologia e lhe entrega a liderança da prática de Life Sciences e IP Litigation.
Tecnologia já não vive separada da regulação
Esta entrada enquadra-se na estratégia da MFA Legal & Tech de se afirmar como um escritório de vanguarda em temas de tecnologia, inovação e regulação setorial. O objetivo passa por consolidar uma oferta especializada capaz de responder a setores onde ciência, ativos tecnológicos, propriedade intelectual e enquadramento regulatório estão cada vez mais ligados.
Este movimento acompanha uma mudança mais ampla no mercado: à medida que surgem novas soluções digitais, modelos baseados em dados, plataformas tecnológicas e aplicações ligadas à saúde e à biotecnologia, cresce também a necessidade de aconselhamento jurídico mais sofisticado.
O peso da experiência internacional
Patrícia Paias traz mais de 20 anos de experiência, com um percurso marcado por funções de liderança internacional. Antes de integrar a MFA Legal & Tech, ocupou cargos estratégicos in-house em multinacionais farmacêuticas e colaborou também com entidades europeias ligadas à propriedade intelectual.
Em Portugal, passou por sociedades de referência, com especialização em patent e regulatory litigation, bem como em áreas como biossimilares, orphan drugs e certificados complementares de proteção.
Uma assessoria mais integrada
Esta integração permite reforçar uma oferta mais completa em temas tecnológicos, pharma, regulatórios e até de direito da concorrência. A ideia é juntar numa única estrutura competências capazes de responder a indústrias onde saúde, biotecnologia e soluções digitais já são praticamente inseparáveis.
Para empresas que operam em setores altamente regulados, esta abordagem integrada pode ser cada vez mais valiosa. Hoje, uma inovação não é apenas uma questão de desenvolvimento técnico ou de oportunidade de mercado. É também uma questão de proteção jurídica, enquadramento regulatório e capacidade de antecipar risco.
O que este reforço diz sobre 2026
A entrada de Patrícia Paias é relevante não apenas para a MFA Legal & Tech, mas também como sinal do tipo de procura que o mercado deverá intensificar. Em 2026, áreas como inteligência artificial, saúde digital, biotecnologia, propriedade intelectual e regulação tecnológica continuarão a convergir.
Isso obriga empresas, startups e investidores a olhar para o jurídico de outra forma: não como uma função de suporte isolada, mas como parte da estratégia de crescimento e inovação.

Legenda da foto (da esquerda para a direita): Jorge Silva Martins (Sócio da MFA Legal & Tech), Samuel Fernandes de Almeida (Managing Partner da MFA Legal & Tech) e Patrícia Paias (Sócia da MFA Legal & Tech).
A tecnologia também se constrói no jurídico
Se o futuro passa por ecossistemas mais complexos e regulados, então o aconselhamento jurídico também tem de evoluir. E este reforço aponta precisamente nesse sentido: mais especialização, mais integração e uma leitura mais próxima dos setores que estão a moldar a próxima década.
