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      Porque as empresas começam a investir na resiliência dos colaboradores

      · Atualidade

      As alterações climáticas, os fenómenos meteorológicos extremos, as interrupções nos serviços essenciais e a crescente instabilidade geopolítica estão a alterar a forma como organizações e cidadãos encaram a gestão do risco. Se, durante muitos anos, os planos de emergência eram vistos como uma responsabilidade exclusiva das autoridades, hoje existe uma consciência crescente de que a preparação individual também desempenha um papel fundamental.

      Esta mudança está a levar várias organizações a reforçar as suas estratégias de prevenção, promovendo iniciativas que ajudam os colaboradores a responder melhor a situações inesperadas.

      Um exemplo recente é o da Águas do Douro e Paiva, que distribuiu kits de emergência, preparados pela Cruz Vermelha Portuguesa, a todos os seus trabalhadores, dando continuidade a uma ação de formação sobre preparação familiar para situações de emergência. A iniciativa pretende incentivar a prevenção individual e aumentar a capacidade de resposta perante cenários de crise.

      Preparação deixou de ser apenas um plano interno

      Nos últimos anos, eventos como incêndios, tempestades, apagões, cheias ou falhas prolongadas nas infraestruturas demonstraram que as empresas também têm um papel importante na preparação das pessoas.

      Mais do que garantir a segurança dentro das instalações, muitas organizações começam a incentivar comportamentos preventivos que possam ser aplicados também no contexto familiar.

      Esta abordagem contribui para aumentar a resiliência das comunidades e reforça a capacidade das empresas responderem a situações de maior complexidade.

      O que deve incluir um kit de emergência?

      Os chamados kits de emergência são conjuntos de equipamentos preparados para responder às primeiras horas ou dias após uma situação crítica.

      No caso da iniciativa da Águas do Douro e Paiva, os kits incluem um conjunto diversificado de materiais, entre os quais um kit de primeiros socorros, lanterna com dínamo, rádio portátil, manta térmica, apito, pulseira multifunções, espelho de sinalização, bolsa impermeável, garrafa reutilizável, pastilhas purificadoras de água e cartões de emergência.

      O objetivo passa por garantir que cada pessoa dispõe de recursos essenciais caso ocorram interrupções no fornecimento de eletricidade, comunicações ou outros serviços básicos.

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      Empresas reforçam a cultura de prevenção

      Segundo Bruno Coimbra, Presidente do Conselho de Administração da Águas do Douro e Paiva, enquanto entidade responsável por um serviço essencial, a empresa reconhece que a preparação pode fazer toda a diferença em momentos de crise.

      Para o responsável, incentivar os colaboradores a prepararem-se para situações de emergência representa também uma forma de proteger as suas famílias e aumentar a capacidade de resposta perante acontecimentos inesperados.

      Esta visão acompanha uma tendência internacional que coloca a resiliência organizacional no centro das estratégias de gestão do risco.

      Formação e tecnologia caminham lado a lado

      A preparação para emergências não depende apenas de equipamentos.

      A formação dos colaboradores, os planos de emergência familiar, os simulacros e a utilização de ferramentas digitais de comunicação desempenham um papel igualmente importante na resposta a situações críticas.

      Aplicações móveis de alerta, sistemas de comunicação em massa e plataformas de gestão de crises permitem hoje coordenar equipas com maior rapidez e disponibilizar informação em tempo real quando surgem acontecimentos inesperados.

      Esta combinação entre tecnologia e preparação humana reforça significativamente a capacidade de resposta das organizações.

      Uma tendência que deverá crescer

      À medida que os riscos associados às alterações climáticas e às crises globais continuam a aumentar, tudo indica que a preparação para emergências fará cada vez mais parte das estratégias empresariais.

      Iniciativas como a desenvolvida pela Águas do Douro e Paiva demonstram que investir na preparação das pessoas não beneficia apenas os colaboradores, mas também contribui para aumentar a resiliência das próprias organizações.

      Num contexto em que a capacidade de adaptação se tornou um fator estratégico, promover uma cultura de prevenção poderá revelar-se tão importante como investir em novas tecnologias ou infraestruturas.

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