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      MotoGP Portugal 2025 gerou 102 milhões de euros para a economia e atraiu fãs de 70 países, revela estudo da EY-Parthenon

      · Atualidade

      O MotoGP Portugal 2025, realizado no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, gerou 102 milhões de euros em Valor Acrescentado Bruto (VAB) para a economia portuguesa, dos quais 56 milhões tiveram impacto no Algarve.

      Os dados constam de um estudo desenvolvido pela EY-Parthenon para a Parkalgar, que analisou os efeitos económicos e turísticos da competição e destacou a capacidade dos grandes eventos internacionais para atrair visitantes, criar emprego e dinamizar a economia nacional.

      Estudo da EY-Parthenon revela 166 mil entradas e 40% de público estrangeiro

      Segundo a análise da EY-Parthenon, o MotoGP Portugal 2025 registou cerca de 166 mil entradas, recebendo adeptos de 70 países.

      Os visitantes internacionais representaram 40% do público, enquanto os espectadores portugueses corresponderam a 60%.

      Entre os mercados estrangeiros, destacaram-se França, com 12% do total de espectadores, e Espanha, com 8%.

      No caso dos visitantes provenientes de fora da Europa, os maiores grupos tiveram origem nos Estados Unidos (26%), Canadá (21%) e Brasil (16%).

      Estes resultados demonstram a capacidade da competição para atrair públicos internacionais, incluindo visitantes de mercados geograficamente distantes.

      Turismo beneficia de estadias prolongadas e maior despesa

      O estudo da EY-Parthenon identificou também diferenças nos padrões de permanência dos visitantes, evidenciando o impacto da competição no turismo regional.

      Os adeptos provenientes do norte da Europa apresentaram algumas das estadias médias mais longas, com destaque para a Finlândia (7,4 noites), Dinamarca (7 noites), Luxemburgo (6,7 noites) e Alemanha (6 noites).

      Em termos de despesa turística, os visitantes dinamarqueses registaram um valor médio de 3.732 euros por pessoa, seguidos pelos suecos, com 2.636 euros, e colombianos, com 2.583 euros.

      O alojamento e a alimentação fora do circuito representaram duas das principais categorias de despesa, com médias globais de 438 euros e 326 euros por visitante, respetivamente.

      A investigação revelou ainda que, no mês da realização da prova, o crescimento das dormidas e do número de hóspedes em municípios próximos do circuito, especialmente Portimão e Lagoa, foi superior ao registado ao longo do restante ano.

      EY-Parthenon estima impacto económico de 102 milhões de euros

      De acordo com os resultados apresentados pela EY-Parthenon, a despesa realizada pelos espectadores foi responsável por 94 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, correspondendo à maior parte do impacto económico associado ao evento.

      Esta atividade gerou ainda 1.879 empregos equivalentes a tempo inteiro e mais de 32 milhões de euros em receita fiscal.

      Considerando o impacto total da competição, o estudo aponta para 102 milhões de euros de VAB, 2.024 empregos equivalentes a tempo inteiro, 43 milhões de euros em remunerações e 35 milhões de euros em receita fiscal.

      Os resultados reforçam a importância económica dos eventos desportivos internacionais, especialmente em regiões com forte dependência da atividade turística.

      Autódromo Internacional do Algarve destaca importância da competição

      Para Jaime Costa, CEO do Autódromo Internacional do Algarve, os resultados do estudo da EY-Parthenon confirmam o papel estratégico da competição para a região.

      “Os resultados deste estudo confirmam aquilo que temos vindo a observar ao longo dos últimos anos: o Autódromo Internacional do Algarve e o MotoGP são ativos estratégicos para o Algarve e para Portugal.”

      O responsável destaca também a importância da realização da prova fora da época alta do turismo.

      “A realização da prova em época baixa permite gerar procura turística num período em que isso é especialmente importante para a região, ao mesmo tempo que reforça a projeção internacional do destino.”

      Segundo Jaime Costa, a competição atrai visitantes de dezenas de países, promove estadias mais prolongadas e gera atividade económica para empresas ligadas ao turismo e aos serviços.

      O Autódromo Internacional do Algarve, inaugurado em 2008 e gerido pela Parkalgar, volta a receber o MotoGP em 2026, dando continuidade à presença da competição em Portugal.

      O estudo da EY-Parthenon evidencia, assim, o contributo do MotoGP para a economia nacional, demonstrando como os grandes eventos desportivos podem funcionar como motores de desenvolvimento turístico, criação de emprego e projeção internacional dos destinos.

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