Os Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 prometem atrair milhões de fãs de todo o mundo, tanto presencialmente como através de plataformas digitais. No entanto, sempre que um evento desta dimensão ganha destaque global, surge também um interesse paralelo menos visível: o dos cibercriminosos.
Segundo a ESET, os grandes eventos desportivos continuam a ser um dos principais alvos de campanhas maliciosas, tirando partido da atenção mediática, da procura por bilhetes, viagens e transmissões online, bem como do elevado volume de utilizadores menos atentos aos riscos digitais.
Porque é que eventos globais atraem ataques digitais?
A combinação entre notoriedade internacional, urgência na compra de bilhetes e consumo intensivo de conteúdos digitais cria o cenário ideal para esquemas de fraude online. Os Jogos Olímpicos não são exceção e, historicamente, já foram associados a ataques que variaram entre fraudes simples e operações de ciberespionagem altamente sofisticadas.
Com a aproximação de Milano Cortina 2026, já foram identificadas tentativas de ataques a websites, plataformas de reservas e infraestruturas associadas ao evento, reforçando a necessidade de maior atenção por parte dos utilizadores.
As ameaças mais comuns dirigidas aos fãs
Entre os riscos mais frequentes estão as tentativas de phishing, através de emails, mensagens ou chamadas que se fazem passar por entidades oficiais dos Jogos Olímpicos ou por patrocinadores. O objetivo é levar as vítimas a fornecer dados pessoais, credenciais bancárias ou a descarregar ficheiros maliciosos.
Outro método recorrente passa por websites falsos, criados para aparentar a venda de bilhetes, alojamento ou experiências exclusivas. Muitas destas páginas imitam plataformas legítimas e recorrem a técnicas de otimização para motores de pesquisa, surgindo nos primeiros resultados online.
As plataformas de streaming ilegais representam também um risco significativo. Para além da violação de direitos de transmissão, estes sites escondem frequentemente malware em links, anúncios ou plugins, comprometendo os dispositivos dos utilizadores.
Apps falsas, QR codes e Wi-Fi público
Com o aumento do uso de smartphones, surgem igualmente aplicações móveis falsas que imitam apps oficiais dos Jogos Olímpicos. Estas aplicações podem roubar dados, monitorizar atividades ou executar outras ações maliciosas sem o conhecimento do utilizador.
Os códigos QR, cada vez mais comuns em eventos físicos, são outra porta de entrada para esquemas de phishing, direcionando os utilizadores para páginas fraudulentas. Já as redes Wi-Fi públicas ou falsas, criadas para parecer legítimas, permitem a interceção de dados sensíveis de quem se liga sem proteção adequada.
Como reduzir os riscos digitais durante o evento
Para acompanhar os Jogos Olímpicos de Inverno em segurança, a recomendação passa por adquirir bilhetes e produtos apenas em canais oficiais, evitar ofertas demasiado apelativas, descarregar exclusivamente aplicações verificadas e desconfiar de mensagens não solicitadas.
É igualmente aconselhável evitar redes Wi-Fi públicas sempre que possível, não digitalizar códigos QR de origem desconhecida e utilizar soluções de segurança atualizadas nos dispositivos pessoais.
Atenção redobrada num evento global
Milano Cortina 2026 será, sem dúvida, um momento alto do calendário desportivo internacional. No entanto, num mundo cada vez mais digital, desfrutar do espetáculo implica também manter uma postura consciente e informada em relação à cibersegurança.
Para profissionais de tecnologia, parceiros e entusiastas digitais, este evento serve como um lembrete claro: a inovação e a conectividade trazem oportunidades, mas exigem também responsabilidade e vigilância constantes.
