A adoção de Inteligência Artificial no setor jurídico está a ganhar expressão em Portugal, deixando de ser uma tendência emergente para se tornar uma realidade operacional. Um exemplo desta evolução é a decisão da Antas da Cunha Ecija de integrar a ferramenta de IA Harvey no seu modelo de trabalho, após um projeto-piloto com resultados muito positivos.
Eficiência e qualidade no centro do piloto
Durante um período experimental de 60 dias, a ferramenta foi utilizada por um grupo de advogados com elevados níveis de adoção diária. Os ganhos foram particularmente visíveis em tarefas como pesquisa jurídica, análise documental, elaboração de pareceres, tradução, sumarização e redação de cláusulas, permitindo maior rapidez e consistência no trabalho desenvolvido.
Implementação faseada com foco na formação
Com base nos resultados obtidos, a sociedade avançou para uma implementação faseada, com o objetivo de alcançar uma adoção plena ao longo do ano. Este processo é acompanhado por programas de formação contínua, suporte interno e partilha de boas práticas, garantindo uma utilização sustentável e alinhada com as necessidades do negócio.
Governance e supervisão como fatores críticos
A estratégia de IA está enquadrada por um modelo de governance e gestão de risco, com políticas claras, supervisão humana e mecanismos de controlo que asseguram confidencialidade, qualidade e responsabilidade. Esta abordagem posiciona a tecnologia como um acelerador de valor e não como um substituto do talento humano.
