Blockchain, stablecoins, tokens, carteiras digitais ou MiCA são termos cada vez mais presentes no setor financeiro, mas nem sempre são facilmente compreendidos. O Bison Bank reuniu alguns dos principais conceitos num glossário dedicado a explicar o universo dos ativos digitais e a promover a literacia financeira.
A iniciativa surge num momento em que estes ativos despertam o interesse de um público mais abrangente. Segundo os dados citados pelo banco, Portugal ocupa a 17.ª posição mundial no Henley Crypto Adoption Index 2025, com 31,1 pontos.
Da blockchain aos criptoativos
A blockchain funciona como uma infraestrutura digital distribuída onde as transações podem ser registadas, verificadas e validadas pela rede.
É também neste ecossistema que surgem os criptoativos, um tipo de ativo digital que utiliza blockchain e criptografia para assegurar as transações e a propriedade. As criptomoedas são uma das suas formas mais conhecidas, sendo o Bitcoin um dos exemplos mais populares.
Outro conceito destacado pelo Bison Bank são as stablecoins, concebidas para manter um valor associado a um ativo mais estável, como o euro ou o dólar.
Já os tokens são representações digitais construídas sobre redes existentes, como a Ethereum, e podem representar diferentes tipos de ativos ou direitos. A tokenização corresponde precisamente ao processo de converter um ativo ou direito num token registado em blockchain, podendo abranger desde imóveis e obras de arte até unidades de fundos de investimento.
MiCA traz novas regras aos criptoativos na Europa
A crescente utilização destes ativos é acompanhada por novas exigências regulatórias. Na União Europeia, o Markets in Crypto-Assets (MiCA) estabelece regras harmonizadas para a emissão, negociação e prestação de serviços relacionados com criptoativos.
O regulamento introduz também a figura dos CASP - Crypto-Asset Service Providers, entidades autorizadas a prestar serviços como custódia, compra, venda e troca de criptoativos.
O glossário aborda ainda conceitos como DeFi, Ethereum, mineração, custódia de ativos digitais, wallets e pagamentos transfronteiriços.
Uma wallet, por exemplo, não guarda diretamente os ativos, mas as chaves que permitem aceder e controlar os fundos registados na blockchain. Já as finanças descentralizadas, ou DeFi, utilizam blockchain para permitir a realização de determinadas operações financeiras sem recurso aos intermediários tradicionais.
Para António Henriques, CEO do Bison Bank, compreender estes conceitos é essencial à medida que os ativos digitais ganham espaço no setor financeiro.
“A literacia é a chave para capacitar os indivíduos a tomar decisões financeiras informadas. Ao partilhar estes conceitos, queremos desmistificar o mundo dos ativos digitais, torná-lo acessível a todos, e dar aos portugueses as ferramentas para investirem com mais confiança e segurança.”
