A consolidação no setor da tecnologia aplicada à segurança bancária continua a acelerar na Europa. No início de 2026, uma operação estratégica veio reforçar este movimento, com a venda de uma participação relevante da FEERICA — empresa especializada em soluções de segurança industrial — a um grupo internacional, dando origem a uma nova estrutura empresarial com ambições claras de liderança tecnológica.
A operação contou com o apoio jurídico da Antas da Cunha Ecija, sociedade de advogados com forte especialização em direito digital e transações complexas. O negócio envolveu não só a venda de uma parte significativa do capital social da FEERICA, como também um aumento de capital subscrito pelo novo investidor, permitindo reforçar a sua posição acionista.
Um novo grupo com foco em tecnologia de segurança
Com esta operação, a FEERICA e as suas subsidiárias nacionais e internacionais passam a integrar o recém-criado grupo OBERTHUR FEERICA. Esta integração vem reforçar a presença europeia no desenvolvimento de tecnologia de segurança para o setor bancário, um mercado altamente especializado e em rápida evolução.
A criação deste novo grupo representa mais do que uma simples alteração acionista. Trata-se de uma aposta clara na combinação de competências industriais e tecnológicas complementares, com impacto direto na capacidade de inovação, na expansão da oferta de soluções e na resposta a clientes internacionais cada vez mais exigentes.
A equipa multidisciplinar envolvida no apoio jurídico aos acionistas da Feerica foi coordenada pelo advogado Henrique Moser, e contou com a participação de Carolina Meireles, Mariana Tavares, Carolina Ribeiro Santos e Sofia Macedo de Faria.





O papel estratégico do apoio jurídico
A complexidade da operação exigiu um acompanhamento jurídico rigoroso, desde a estruturação contratual até ao cumprimento das obrigações regulatórias. A Antas da Cunha Ecija esteve envolvida em todas as fases do processo, assegurando a elaboração dos principais acordos da transação e a respetiva notificação à Autoridade da Concorrência.
Este tipo de operações demonstra como o setor jurídico assume um papel cada vez mais relevante em negócios tecnológicos, sobretudo quando estão em causa áreas sensíveis como a segurança bancária, a inovação industrial e a consolidação internacional.
Impacto para o ecossistema tecnológico
Para o setor tecnológico e financeiro, este movimento reforça uma tendência clara: a inovação em segurança exige escala, investimento contínuo e sinergias entre diferentes áreas de conhecimento. A consolidação europeia permite acelerar o desenvolvimento de novas soluções, melhorar a eficiência operacional e responder de forma mais eficaz aos desafios da transformação digital no setor bancário.
Num contexto de crescente sofisticação das ameaças e de maior exigência regulatória, operações como esta ajudam a fortalecer a resiliência do ecossistema tecnológico europeu.
